quinta-feira, 13 de setembro de 2012




“O imaginário, 

caso se queira de fato

uma definição, presente em As Estruturas Antropológicas do

 Imaginário, de Gilbert Durand, é a relação entre as

 intimações  ob jetivas e a subjetividade. As intimações objetivas são os

 limites que as sociedade impõem a cada ser. 

Relação,

 portanto,entre as coerções sociais e a subjetividade.


Nisso entra, ao mesmo tempo, algo sólido, a vida com suas diversas


 modulações, e alguma coisa que ultrapassa essa solidez.

Há sempre um vaivém entre as intimações objetivas e a

 subjetividade.

Uma abre brechas na outra.”


(Michel Maffesoli)






Há dias em que me sinto farta da realidade, essas "intimações objetivas" que me agridem, esse mundo hostil (lembro daquela frase que "alguém disse um dia": vencer num mundo que não me interessa), essa teia previsível que nos limita e que se impõem como uma parede.

Tenho dificuldade de acordar, sair da cama, a luz do sol é como um soco na cara ( a lua é tão sutil...) e  enfrentar o "mais do mesmo". 

A rotina dessa chata chamada manhã...o implacável relógio, o mesmo trajeto, buzina, sinaleira, gente de expressão vazia descendo do ônibus e marchando para o trabalho, levando a pequena vianda para engolir a sua comida barata nos quinze minutos de intervalo dessa prisão que os homens chamam de trabalho... sempre a mesma desbotada e estreita realidade de mais uma manhã.

O mundo é tão grande, tão bonito, tem tanta coisa pra olhar, pra viver,mas meus olhos são prisioneiros sempre do mesmo cenário. Tristeza e amargura. Não consigo aceitar isso de sempre andar em círculo, quero ver outras coisas, tenho urgência de vida, não de sobreviver, mas de VIVER em plenitude.
 Apenas contemplar a sedução do não vivido...de longe, já não me basta.

Por vezes, me falta energia, alguma espécie de estímulo ou não sei que nome tem isso de "querer muito ficar vivo"... 
Quero é dormir e dormir e dormir porque dormir, mais do que sonhar, me permite adentrar em outra realidade. Introspecção. 

Viajar. Outra "real ou irreal", mas sem as amarras do que se enquadra dentro do possível objetivo, palpável, medíocre, sem graça!

Letargia. Sono. Overdose de subjetividade. 
Hoje saí, mas deixei a alma em casa.

(ainda bem que nem todos os meus dias são assim...)





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