terça-feira, 18 de dezembro de 2012



Tantas vezes me mataram
Tanta vezes eu morri
Mas agora estou aqui
Ressuscitando

Agradeço ao meu destino
E a essa mão com um punhal
Porque me matou tão mal
E eu segui cantando

Cantando ao sol
Como uma cigarra
Depois de um ano embaixo da terra
Igual a um sobrevivente
Regressando da guerra

Tantas vezes me afastaram
Tantas reapareci
E por tudo que vivi
vivi chorando

Mas depois de tanto pranto
Eu aos poucos percebi
Que o meu sonho não tem dono
E segui cantando

Cantando ao sol
Como uma cigarra
Depois de um ano embaixo da terra
Igual a um sobrevivente
Regressando da guerra

Tantas vezes te mataram
Tantas ressuscitarás
Tantas noites passarás
Desesperando

Mas na hora do naufrágio
Na hora da escuridão
Alguém te resgatará
Para ir cantando

Cantando ao sol
Como uma cigarra
Depois de um ano embaixo da terra
Igual a um sobrevivente
Regressando da guerra










Vida de Cigarra

(Janete Flores) 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


A Pessoa Errada


Pensando bem, em tudo o que a gente vê, e vivencia, e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa, que se você for parar pra pensar, é na verdade, a pessoa errada. Porque a pessoa certa faz tudo certinho: chega na hora certa, fala as coisas certas, faz as coisas certas.Mas nem sempre precisamos das coisas certas. Aí é a hora de procurar a pessoa errada. A pessoa errada te faz perder a cabeça, fazer loucuras, perder a hora, morrer de amor. A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar, que é para na hora que vocês se encontrarem a entrega seja muito mais verdadeira.A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa. Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lagrimas, essa pessoa vai tirar seu sono, mas vai te dar em troca uma inesquecível noite de amor. Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar toda a vida esperando você.A pessoa errada tem que aparecer para todo mundo, porque a vida não é certa, nada aqui é certo. O certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo amando, sorrindo, chorando, pensando, agindo, querendo e conseguindo. Só assim, é possível chegar aquele momento do dia em que a gente diz: "Graças a Deus, deu tudo certo!", quando na verdade, tudo o que Ele quer, é que a gente encontre a pessoa errada, Para que as coisas comecem a realmente funcionar direito prá gente.
Nossa missão: Compreender o universo de cada ser humano, respeitar as diferenças, brindar as descobertas, buscar a evolução.

Luis Fernando Veríssimo


sexta-feira, 23 de novembro de 2012









"Que viagem ficar aqui, parada."


[Alice Ruiz]


Eu só quero celebrar as minhas flores de dentro da forma mais adequada. Eu não tenho mais tempo para ser aquela pessoa certa na tua hora errada.


[Marla de Queiroz]


sexta-feira, 9 de novembro de 2012


" Hasteio a bandeira  e me prontifico a representar o desapego.
Não esse desapego que é disposto pelos jovens vorazes, que por tanta intensidade tudo se torna pesado e, por falta de espaço, leveza não há.
Desapegar é subir na mais alta montanha, encontrar lá a mais bonita flor e, simplesmente, não contar para ninguém.  É apropriar somente pelo olhar.
Desapego não é o descartar, desapegar é carregar no sorriso aquilo que a gente se esforça para carregar no peito. Desapego é aliviar-se.
Desapego é postura, posto que o apego é sentimento  sobreposto, amontoado, tumultuado, em demasia desgastado e por pressão encurralado.
Desapego mesmo é o bastar-se."

(Extraído do Blog do Nino - (Nino em Gelo e mais dois ou três dedos de poesia - 20 horas atrás)


sábado, 3 de novembro de 2012



PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA


Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída.

Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.

E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.

Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.


Cecília Meireles

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Quanto querer cabe em meu coração...



" Chega uma hora na vida em que, de tanto querer, a gente não quer mais. 

Não quer mais a vida feito vulcão em ebulição, não quer mais viver em busca; quer a paz do caminho sem tantos abismos, quer menos curvas e mais atalhos. 
Não quer mais o que faz perder o sono, o que desconforta o pensamento. 

Não quer mais aventura nem risco, só a emoção do que não parte às pressas, nem deixa marcas profundas e sangrentas. 

Chega uma hora na vida em que ou fazemos a opção por nós mesmos ou morremos extenuados sempre à procura do que nunca mais encontraremos."


(Aila Sampaio)







 Que máximo esse texto.

 Eu quero a sorte de um amor tranquilo, como dizia  Cazuza...

Um amor maduro, resolvido, mas ao mesmo tempo, arrebatador.

Protetor, especial...

Admirável.

terça-feira, 30 de outubro de 2012



Gato e eu.
O cavalo mais especial, mais terno e mais singelo que eu conheço.
Lindo Gato.

Quero um cavalo de várias cores
Quero um cavalo de várias cores,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva - nimbos e cerros -
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Deixem que eu parta, agora, já,
Antes que murchem todas as flores.
Tenho a loucura, sei o caminho,
Mas como posso partir sozinho
Sem um cavalo de várias cores? .



Reinaldo Ferreira



terça-feira, 16 de outubro de 2012


Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.


As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade




"Adeus. Não posso separar-me deste papel que irá ter às tuas mãos. Quem me dera a mesma sorte! Ai, que loucura a minha! Sei bem que isso não é possível! Adeus; não posso mais. Adeus. Ama-"Adeus. Não posso separar-me deste papel que irá ter às tuas mãos. Quem me dera a mesma sorte! Ai, que loucura a minha! Sei bem que isso não é possível! Adeus; não posso mais. Adeus. Ama-me sempre, e faz-me sofrer mais ainda". Foram as palavras da primeira de cinco cartas de amor que Soror Mariana Alcoforado escreveu ao oficial francês Chamilly, durante a Guerra da Restauração. Temeroso, saiu de Portugal mas prometera mandar buscá-la. Na sua espera, em vão, Mariana Alcoforado, escreveu algumas das mais belas e controversas cartas de amor que chocaram a sociedade conservadora da época.






Me tomam por tomada
 a mim se dou
 meu peito e meu convento
 em troca de mais nada
 que alheava andava
 tão alheada andava
 Me davam por freira
 conformada
 no hábito que habito
 ou habitava
 que alheada andava
 tão alheada andava

(Novas Cartas Portuguesas)


Linda história de amor da Marina Alcoforado. Vendo a Gabriela, choro em ver a Gerusa presa naquele convento longe do Mundinho Falcão. Naqueles tempos tantas Gerusas, tantas Marianas e tanto amor verdadeiro reprimido e contido...

Hoje, tudo fácil, tudo tão disponível e tão provisório, fez esvaziar-se o encanto...
Tanto falso amor liberado, tão raso, tão descartável.

Vazio e Solidão.

Mesmo sozinha,prisioneira do convento Mariana-Gerusa via sua solidão acompanhada pela certeza do amor correspondido. Hoje vemos as mulheres tão, soltas,"avulsas", liberadas e modernas... eternas solitárias em meio à uma multidão sem rosto mendigando algum afeto...

Triste realidade do mundo "moderno".
Desencontro.
Desencanto.


"Descompasso, Desperdício, 
Herdeiros são agora da virtude que perdemos
Há tempos tive um sonho,

Não me lembro

Não lembro..."

(Legião Urbana - Há tempos)





quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Os D i f e r e n t e s – Artur da Távola

Diferente não é quem o pretende ser. Este é um imitador do que ainda não foi imitado, mas nunca um ser diferente.
Diferente é quem foi dotado de alguns ‘mais’ e alguns ‘menos’ em hora, no momento e lugar errado. Para os outros. Que riem de inveja de não serem assim. E do medo de não agüentarem, caso um dia venham a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas sempre é confundido com ele por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias são adiadas; esperanças são mortas.
Um diferente medroso, este sim acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes entendem por que os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razões sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride.
O diferente pago sempre o preço de estar – mesmo sem o querer – alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente agüenta no lombo a ira do irremediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano. O verdadeiro diferente sabe que nunca tem razão, mas que sempre está certo.
O diferente começa a sofrer cedo, desde o primário, onde todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns professores por omissão (principalmente os mais grossos), se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial, em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em “ – puxa, fulano, como você é complicado”. O que é embrião de um estilo próprio em “ – Você está vendo como é que todo mundo faz?”
O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações nos quais acaba transformando-se. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformam nos seus grandes modificadores.
Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.
Diferente é o que: engorda mais um pouco; chora, onde outros xingam; estuda, onde outros burram. Quer, onde outros cansam. Espera de onde já não vem. Sonha entre realistas. Concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados. Cria, onde o hábito rotiniza. Sofre, onde outros ganham.
Diferente é o que: fica doente onde a alegria impera. Aceita empregos que ninguém supunha. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala sempre nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer gol, porque gosta mais de jogar do que ganhar.
Diferente é o que aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência dolorosa de que a mídia é má, porque é igual.
Os diferentes aí estão: enfermos; paralíticos; machucados; engordados; magros demais; bonitos demais; inteligentes em excesso; bons demais para aquele cargo; excepcionais: narigudos; barrigudos; joelhudos; de pé grande; feios; de roupas erradas; cheios de espinhas; os diferentes aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, ‘sendo’ muito mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. A estrela dos diferentes tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos que forem capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.

People Are Strange – The Doors
Pessoas são estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem cruéis quando você é indesejado
Ruas são irregulares quando você está pra baixo
Quando você é um estranho, rostos saem da chuva
Quando você é um estranho, ninguém lembra seu nome
Quando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho
Pessoas ficam estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem malvadas quando você é indesejado
As ruas são irregulares quando você está pra baixo
Quando você é um estranho, rostos saem da chuva
Quando você é um estranho, ninguém lembra seu nome
Quando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho
Pessoas ficam estranhas quando você é um estranho
Rostos olham feio quando você está sozinho
Mulheres parecem cruéis quando você é indesejado
As ruas são irregulares quando você está pra baixo
Quando você é um estranho, rostos saem da chuva
Quando você está estranho, ninguém se lembra de seu nome
Quando você é um estranho, quando você é um estranho, quando você é estranho

terça-feira, 2 de outubro de 2012


A vida não passa de uma oportunidade de encontro; só depois da morte se dá a junção; os corpos apenas têm o abraço, as almas têm o enlace.
Victor Hugo
"Te ver e não te querer, é improvável, é impossível,Te ter e ter que esquecer,é insuportável,é dor incrível"
Ternura. Essa é palavra.Muito mais que um contato dos corpos, um verdadeiro encontro de almas.Para sempre, nem que seja apenas na memória...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012



Quem não tem para onde ir, precisa descobrir a graça de ficar.

(Padre Fábio de Mello) 


terça-feira, 25 de setembro de 2012


Ontem, revendo trechos do filme do Raul, fiquei emocionada e ainda mais sensibilizada com o talento daquele cara. 
Era único, um ícone, uma lenda, o "início, o fim e o meio".
Intenso,inquieto, inconformado.

Raul acabou vivendo muito em muito pouco tempo porque tinha uma urgência de vida e uma lucidez "enlouquecedora".

Via demais, sentia demais, tudo para ele era demasiadamente largo, denso, dramático, visceral...tudo sangrava  na sua visão de homem de vanguarda que havia nascido "há dez mil anos atrás".


Realmente, ele era um sábio,pairando a mil anos luz à frente desse planeta.



"Morte, morte, morte, morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida..."

Como disse o Caetano no final do filme: Raul, as pessoas não morrem.



Raul nunca morreu. Ele é eterno.


sexta-feira, 21 de setembro de 2012


Permita que sua solidão seja bem aproveitada, que ela não seja inútil. Não a cultive como uma doença, e sim como uma circunstância. Em vez de tentar expulsá-la, habite-a com espiritualidade, estética, memória, inspiração, percepções. Não será menos solidão, apenas uma solidão mais povoada. Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão, escreveu Baudelaire.

Ah, os livros, outra vez.
Martha Medeiros
Meu blog é tão solitário...Ou será apenas uma impressão?


"Compreendo a felicidade dessa forma. Viver confortável em mim mesmo, e vez ou outra receber a confirmação que me vem pelas sensações. 

Reconheço minha felicidade escondida em coisas miúdas. São pequenas interferências que quebram o cotidiano e sua continuidade. Por um instante, a vida parece parar. 

O coração descobre um novo jeito de enxergar o sempre visto, o mundo que nunca muda, e nele encontra um motivo para sorrir, ainda que a vida ande escassa de alegrias. Custa a gente aprender, mas nem sempre a felicidade estará de braços dados com a alegria. 

A alegria sobrevive de motivos externos.Felicidade não. É mais profunda. Não depende das alegrias para que seja real. É possível ser feliz mesmo quando não estejamos alegres. Em muitos momentos árduos da vida eu permanecia feliz. Por quê?

 Eu tinha certeza de que estava no lugar certo, fazendo a coisa certa.
A realização humana, raiz de toda felicidade, consiste em saber-se a pessoa certa no contexto das escolhas feitas. Encontrar conforto, ainda que a vida esteja pesada, porque sabemos que estamos onde verdadeiramente deveríamos estar.É o sacrifício salutar.

 Reconhecer que, mesmo na ausência de alegrias,a felicidade permanece motivando a luta."

(do livro "TEMPO DE ESPERAS" do Pe.Fábio de Melo)


quarta-feira, 19 de setembro de 2012



O essencial é saber ver 
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender...

Procuro despir-me do que aprendi,

Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu...

(Alberto Caeiro no livro Variações Sobre o Prazer de Rubem Alves)



"Ser eu mesmo", este é desafio nosso de cada dia.
As máscaras se impõem e muitas vezes deformam o rosto, quando as tiramos, por vezes já nem sabemos mais quem somos...
Crescemos e vamos perdendo nossa espontaneidade, vamos nos fechando, rotulando, calando (sangrando...) e juntando os pedaços de nossos eus para poder seguir em frente.
Seguir em frente é condição imposta pela existência, ninguém pede para nascer, mas permanecer por aqui acaba se tornando dever, ou karma, ou fardo...


Meu Deus, me dá cinco anos, me dá a mão, me cura de ser grande... (Adélia Prado) 



segunda-feira, 17 de setembro de 2012



Verdades do Livro : 

PICOS E VALES

Faça da realidade sua amiga.

QUAL A VERDADE NESTA SITUAÇÃO?

* Para sair rapidamente de um vale identifique e aproveite o bem oculto num momento ruim.
* Relaxe e reconheça que os vales têm fim.
* Faça o oposto daquilo que o pôs no vale.
* Não seja tão centrado em si mesmo.
* Seja mais útil no trabalho.
* Seja amoroso na vida pessoal.
* Evite comparações.
* Descubra o bem que jaz oculto num momento ruim.
* Aproveite-o sem demora em benefício próprio.


Para permanecer mais tempo num pico: 
* Valorize e  administre seus momentos bons com sabedoria.
* Seja humilde e agradecido.
* Continue fazendo as coisas que o levaram até lá.
* Continue fazendo tudo cada vez melhor.
* Faça mais pelos outros.
* Poupe recursos para os vales que estão por vir.


Para chegar a seu próximo pico : SIGA SUA VISÃO SENSÍVEL

* Imagine-se gozando de um futuro melhor.
* Imagine em detalhes tão específicos e verossímeis que em breve terá o prazer em fazer o que for preciso para chegar lá.

Para ajudar as pessoas: 
Conte isso aos outros!
AJUDE AS PESSOAS A FAZER OS MOMENTOS BONS E RUINS TRABALHAREM PARA ELAS TAMBÉM.




PICOS E VALES de Spencer Johnson - O livro

Leitura muito válida no final de semana de chuva.
Pensar, refletir, olhar em volta e perceber que o vale não é tão ruim assim, e que  para alcançarmos o pico, em primeiro lugar temos que nos ajudar a atravessar muitos vales...

Aceitar, ser humilde e reconhecer que TUDO, absolutamente TUDO na vida tem um propósito, maior do que nossos olhos podem ver. Cabe a nós, sentir, e sentir é mérito do coração e da alma.

Ter a grandeza de ser humilde, mas obstinado. Usando a Visão Sensível, seguir em frente, sempre e sempre. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


A  Pequena Sereia  (Hans Christian Andersen) e a “Pequena Peixe”

(...Bem  sei  da  tua  dificuldade  na terra, farei  o  possível par a  morar  contigo  na  pedra . )
A pedra mais alta – Teatro Mágico

“A Pequena Sereia é uma estória de um amor intenso, mas impossível, marcada pela doação e pelo martírio. A sereia, um ser marítimo, famosa pela bela voz e pelos sedutores cabelos...características que encantam os marinheiros, que se apaixonam e deixam-se levar pelas criaturas do oceano; se apaixona por um humano e no ardor da sua paixão, aceita vender sua maior dádiva, sua bela voz, para uma bruxa, a troca de ter as tão necessárias pernas, que a levariam ao encontro do seu grande amor.

Além de perder sua voz, a sereia precisaria conquistar e casar-se com seu grande amor, caso contrário, ia se transformar em espumas ao mar, já que abrira mão de sua imortalidade e as sereias não têm alma, por isso, não podem morrer.

 Ela sofreria também, ao caminhar, a dor de facas penetrando seus pés.

Estes sofrimentos impostos, não levaram a sereia apaixonada a desfazer seu plano de viver um grande amor.
Falhando em seu plano, já que o amado ficou noivo de outra, a sereia estava condenada a um destino cruel, que se consolidaria numa viagem de navio que ela fazia junto com outros convidados para o casamento do jovem com sua noiva humana.

As irmãs da sereia procuram a bruxa e buscam uma saída para a irmã: elas dariam seus cabelos em troca de um punhal com o qual a sereia apaixonada deveria matar seu amado antes do casamento, livrando-se assim, dos martírios que lhe estavam destinados.

Como o amor pelo jovem humano, falava mais alto em seu coração que o amor pela vida, a pequena sereia deixa que os noivos se casem e cumprindo sua sina, se transforma em espumas ao mar.

Uma estória triste sobre um amor que levou a bela voz do mar a se calar e a dar a vida pelo homem amado, mesmo que ele não lhe pertencesse ( e talvez nem lhe merecesse...)”




As sereias sempre me fascinaram, não tanto pela sua beleza, mas pela sua dualidade frágil.
Dualidade essa que os piscianos conhecem tão bem...
Metade mulher ( da terra, da realidade, do mundo), metade um ser do mar (etéreo, subjetivo, mutante,alheado,mágico).
Quando criança,  sempre arrebatada pelo encantamento da leitura, ganhei de minha mãe o livro da Pequena Sereia.
Adorei, era lindo, mas quando ela lia a estória para mim , não me era possível  ouvir na íntegra por mais de cinco minutos.
Eu chorava e chorava e chorava e chorava...
 Aquela sina da pobre sereia me encantava e me dilacerava.
A  lembrança até hoje me conduz a mim mesma  – criança de 5 anos- molhando a capinha do pequeno livro  verde  azulado com as minhas lágrimas.
O drama da sereia me comovia, me doía profundamente. Uma dor nova, mas que de alguma forma, me era familiar.
Agora, adulta, madura, (sobre) vivendo a segunda metade da vida, talvez tenha descoberto porque aquela fábula me comovia tanto.  
A Sereia não se adaptava à terra. Ela não conseguia sobreviver na terra. Era uma estrangeira .
Quando andava com os pés no chão sentia dores terríveis como facas que impunham um sofrimento contínuo àquela frágil criatura.
Ser sereia em terra firme é andar na contramão... (mas isso já é tema de uma outra história).