Algo me move para além do que posso ver
ou tocar. Epifania!
Um sentimento-pensamento me conduz a um
mundo novo e intocado tecido de subjetividade e sutileza.
O imaginário é uma torrente de
sentidos, potência de emoções e significados que ultrapassa (e atropela) o
espaço do real.
Muitas vezes o real fere e sangra o
mundo imaginário...Mas ele é fragilidade revestido de fortaleza.
Santuário sagrado das coisas da alma, o
imaginário é essência criadora, um sobrevivente em meio à banalidade do real.
Amplo, ele nos inspira a ver além do tempo e do espaço e dá sentido às nossas
lembranças, às nossas vivências, ao que está muito bem guardado no poço latente
da memória. Através dele, respiramos...
O imaginário é indomável. Selvagem,
alarga a realidade para além dos territórios do possível.

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