Minhas maiores e absolutas riquezas, tesouros da minha vida, minhas obras de arte vivas.
Amooooooooooooo vcs, meus filhos.
Stuart&Flor
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Ana e o Circo em nova roupagem...
Ana e o
Circo
Estou tendo uma liberdade íntima que só se
compara a um cavalgar pelos campos afora. Estou livre de destino.
(Clarice Lispector)
Ana entrou na
cozinha. A pia estava cheia de louça. A vassoura repousava solitária encostada
na porta e o chão estava coberto por um tapete improvisado por migalhas de pão.
Dois guardanapos felpudos e estampados aguardavam por algo, pendurados na beira
do fogão. Algumas laranjas e duas bananas descansavam dentro de uma travessa de
vidro transparente colocada no centro da mesa redonda. O relógio de parede
branco pálido denunciava as horas. A janela estava aberta e uma brisa mansa
movimentava as cortinas melancolicamente. No ar, pairava um aroma suave de
salsa e alecrim.
Todos os dias, o
fardo da mesma rotina doméstica. Da sua maneira, Ana achava que era feliz. Entregava-se
às suas tarefas, desempenhando um papel discreto de esposa e mãe. Vivia
imaginando se existiria algum outro tipo de vida além daquela cidadezinha, da
sua pequena casa, do pátio gradeado e das paredes monótonas e brancas.
Ela sonhava. Em
certas noites acordava de súbito porque tinha a sensação de ter viajado para
muito longe. Mas, não tinha medo, cultivava uma certeza de que seu mundo não
era aquele no qual ela vivia. Havia outras dimensões, havia algo desconhecido e
intenso muito mais vivo do que seus olhos eram capazes de ver. Olhava o marido
dormindo, roncando, virado para a parede e tentava adormecer pensando no que
tinha sonhado.
João, seu marido,
chegava para o almoço pontualmente às doze e quarenta, depois chegava Júlia, a
filha mais nova e Carlos, o filho mais
velho. Todos sentavam à mesa, trocavam algumas frases escassas e devoravam a
comida. Após o ritual previsível do almoço, cada um seguia para o seu mundo,
restando Ana e as panelas vazias e sujas, o cheiro dos temperos entranhado nas
mãos, os pratos engordurados e manchados de feijão, os copos vazios e a palidez
dos guardanapos de papel que nunca eram usados. Foi assim durante muito tempo.
Até uma certa tarde.
Ana lavava a louça,
alheada em pensamentos errantes, quando ouviu uma música vibrante, palmas
enérgicas, vozes alegres. Estava muito quente e o brilho do sol dominava o céu.
Uma sensação de urgência a despertou da inércia. Arrancou o avental, calçou os
chinelos, abriu rapidamente o portão e correu até a esquina.
Viu um caminhão que
tomava conta da rua. Era enorme e colorido, cheio de cartazes e bandeirinhas.
Absoluto. O circo tinha chegado à cidade.
Ana sentiu-se
sonhando acordada.
Em uma jaula,
desfilava o leão (um felino impassível), depois vinha o palhaço distribuindo
balas e sorrisos, os cabelos vermelhos e esvoaçantes, a roupa larga, listrada
de azul e branco esbanjando alegria. Depois, a bailarina vestida de rosa cheia
de encantos, bela e etérea. Em seguida, o malabarista, o domador e o
trapezista. Este tinha um charme especial e um olhar cheio de promessas. Usava
uma roupa justa, negra e brilhante.
O primeiro espetáculo
seria naquela noite, às vinte e uma horas.
Ana ficou arrebatada.
Contemplou o imprevisto. Nunca tinha visto o circo, somente na televisão. A
curiosidade e a inquietação tomaram conta dela. Nada no mundo a impediria de ir
à estréia.
João chegou do
trabalho, às dezenove e trinta,
rabugento e cansado, devorou o jantar e ficou sentado em frente à televisão,
hipnotizado por mais uma partida de futebol. Os óculos de grau velhos dançando
na ponta do nariz, o cabelo grisalho e mal penteado, as mãos grandes e
grosseiras abriam com força uma garrafa de cerveja enquanto ele balbuciava
algumas frases soltas sobre o jogo.
¾ João,vou ao circo ¾ disparou Ana.
João não respondeu.
¾ João! João,estou saindo, vou ao circo - insistiu
Ana. O homem levantou a cabeça e surpreendeu-se ao ver a esposa delicadamente arrumada
com seu melhor vestido (um tecido leve e estampado) perfumada com aroma de
jasmim, os cabelos cuidadosamente presos num coque, os lábios úmidos e rosados,
sapatos de salto alto combinando com a bolsa preta, pequena e discreta.
¾ O que? Tu vais naquela porcaria de circo? E
precisa se arrumar desse jeito? Não estou gostando dessa história ¾ rosnou o marido. ¾ Pára com isso, mulher, vai
arranjar alguma coisa de útil pra fazer! Circo! Era só o que faltava ¾ protestou João, enchendo um
copo com cerveja até a borda.
¾ Eu vou, João ¾ sentenciou Ana. ¾ Vou e não vai adiantar tu ficares
reclamando. Até mais ¾
finalizou, pegando a chave em cima da mesa e caminhando, decidida, em direção à
porta.
¾ Então vai, mulher, vai bobear com estas
coisas que essa gente de cidade grande inventa! Mas, vê se não te esquece de
passar a minha camisa branca que eu preciso usar amanhã lá na firma ¾ esbravejou o homem batendo
com a garrafa vazia em cima da mesa.
Ana caminhou muito
rápido, depois de quatro quadras, avistou o circo. Foi até a bilheteria
iluminada, comprou o ingresso e meio sem jeito, entrou sem pedir licença. Sentou-se
na segunda fila. As cadeiras já estavam quase todas tomadas, mas ela conseguiu
um bom lugar com visão privilegiada de todo o cenário.
Não podia perder
nenhum detalhe. Tudo era inédito e importante. Olhou o relógio. Faltavam cinco
minutos para começar. Era a hora mágica. As mãos úmidas e frias agarravam a
bolsa com firmeza. Mantinha os grandes olhos castanhos e expressivos fixos no
picadeiro. Às vinte e uma horas e cinco minutos a luz apagou-se e os tambores
rufaram. O coração de Ana acelerou. Ela prendeu a respiração e fechou os olhos.
Quando os abriu, viu quatro bailarinas, leves como um balão de gás, flutuarem
no picadeiro. Pareciam voar. O espetáculo tinha começado e a emoção tomou conta
dela.
Em seguida, veio o mágico, os palhaços,
o globo (da vida) e da morte, o domador e o leão, os trapezistas que zombavam do
perigo e Ana, magnetizada pela força viva daquele espetáculo, era arrebatada
pelo novo. A fantasia rasgava a pele da realidade. Tudo era perfeito, colorido
e harmonioso como um sonho bom. A magia, a liberdade e a sedução do circo se
derramavam na vida estreita de Ana com a fúria e a grandeza de uma tempestade.
Na plenitude da
descoberta, sabia que alguma coisa dentro dela, naquele momento, se
transformava. Epifania.
Uma nova percepção
era inaugurada. Êxtase. Uma outra (e desconhecida) mulher, que vivia submersa
na pele daquela pacata dona de casa, emergira. Sua alma acercava-se de um
sentimento pungente de ruptura e evasão.
Embalada pela música
e pelas luzes, Ana viajava por outras realidades longínquas, mas possíveis.
Enfim, o espetáculo
terminou, mas, para Ana, apenas havia começado. Ela voltou à consciência e
retornou lentamente ao mundo real caminhando para casa na chuva. Uma chuva
mansa e morna de verão que era como um presságio.
Naquela noite teve
sonhos coloridos e belíssimos. No outro dia, acordou sentindo-se estrangeira. Estava
distante. Ainda suportava as tarefas domésticas, coava o café, despejava o lixo
e repetia o ritual do almoço. Na superfície do previsível, lavava a louça, mas nada era como antes. Ana
era febre e desejo em sua ausência.
Somente o circo fazia
sentido.
O marido e os filhos
não reconheciam a mesma Ana. Admirados, apenas viam a imagem daquela mulher apartada
deles, silenciosa e sozinha em seus pensamentos.
Passou-se uma semana,
Ana cada vez mais longe...
Em uma noite, o circo
partiu para sempre. E Ana partiu com ele.
Não podia mais
fingir, já não cabia naquela rotina.
Transfigurada,
atendeu ao apelo do sonho, ao chamado da vida.
Seria imperfeita se
ficasse.
A vocês, eu deixo o sono. O sonho, não!
Este eu mesmo carrego!
Este eu mesmo carrego!
(Paulo Leminski)
terça-feira, 9 de julho de 2013
...apaixonada pelo tema...
Características de Adultos “Índigo”
Em geral, adultos “índigo” demonstram as seguintes características combinadas, NÃO aleatórias, ou seja, TODAS as características ou QUASE TODAS devem estar presentes para “configurá-los”:
- São inteligentes, mas não necessariamente obtiveram as melhores notas escolares;
- são muito criativos e adoram criar coisas;
- perguntam geralmente “por quê”, sempre que lhes pedem para fazer algo;
- sentem raiva e aversão pelas tarefas que consideram “velhas”, repetitivas ou de memorização;
- foram “rebeldes” na escola, questionando a autoridade dos professores ou desejavam imensamente ser “rebeldes”, mas a pressão dos pais não os animava;
- tiveram uma adolescência problemática;
- experimentaram muito cedo a depressão existencial e o sentimento de vulnerabilidade, desde o sentimento de tristeza até o completo desespero;
- tiveram ideias (e até tentativas) de suicídio muito cedo;
- têm dificuldades em desenvolver trabalhos orientados a tarefas “servis”, têm resistência à autoridade e aos sistemas de empregos hierárquicos;
- têm profunda simpatia pelos outros, porém são intolerantes frente àquilo que consideram inaceitável;
- são extremamente emocionais, o que inclui um choro repentino (quando não desenvolveram escudo) ou pelo contrário, não demonstram nenhuma emoção (desenvolveram um escudo);
- têm problemas para administrar emoções como “desgosto” ou “raiva”;
- têm problemas de ordem com a maioria dos sistemas políticos, educacionais, médicos e legais;
- sentem raiva ou fúria quando seus direitos são desrespeitados;
- sentem uma necessidade urgente de fazer algo que “mude o mundo” para melhorá-lo segundo os seus parâmetros;
- têm capacidades psíquicas ou espirituais desde pequenos: tiveram experiências como premonições, em “ver anjos”, em “ouvir vozes”, etc;
- têm uma forte intuição;
- têm padrões mentais ou de comportamento aparentemente desorganizados e pouco usuais;
- apresentam dificuldades em concentrar-se em tarefas, principalmente as “impostas”;
- são vistos como “esquisitos” perante sua família e amigos;
- buscam o significado da vida na religião, grupos espirituais, livros, grupos de auto-ajuda e outros;
- defendem, perseveram e são consistentes em suas ideias.
Adaptado de vários sites e então compilado a partir de vários workshops com adultos ministrados pela Fundación INDI-GO, Quito, fevereiro de 2003.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Quero ir para as ruas
Desabafar o meu grito
Deixar minha voz escapar
E ecoar pelos ares
Deixar de ser só pensamento
E não ser mais tão sozinha
Porque ela quer ser coro
Não quer mais ser só minha
Em busca de novos destinos
Meus pés querem marchar
Sentir o chão da terra
E o asfalto quente que lhe veste
Com punhos erguidos
Minhas mãos querem vibrar no ar
Onde soam palavras de ordem
Querem agitar bandeiras
Juntar mãos com mãos
E sentir com força o aperto de cada uma
Minha pele quer se vestir de povo
Conhecer o suor do trabalho
Sentir a dor do outro
Arrepiar-se com alegria
Ao ver na luta uma esperança
E minha mente quer descanso
Quer um dia dormir sossegada
Quando a utopia do amanhã não for mais um sonho
E a realidade de hoje for só mais um pesadelo
O arcano IX, chamado “O Eremita”, emerge como significante central de sua questão afetiva, Daniela, e este é um dos arcanos mais importantes que alguém pode tirar como central numa questão afetiva, pois retrata os processos de amadurecimento que conduzem uma pessoa à maturidade para viver um relacionamento. Sim, pois amar é muito mais uma questão de “estar pronto e maduro para tal” do que simplesmente “querer encontrar alguém”. A arte do amor é, em grande parte, a arte da paciência, e o Eremita vem lembrar que para nos oferecermos aos outros precisamos em primeiro lugar estar maduros para tanto e com suficiente paciência para lidar com as diferenças alheias.
De certa forma, o Eremita é um arcano maravilhoso em termos de evolução afetiva, a despeito de ensinar uma dolorosa lição: todos estamos sozinhos na vida e por mais que alguém fique conosco por um, dez ou trinta anos, em diversos momentos só podemos contar conosco mesmos. A partir desta consciência de que por mais que amemos a outra pessoa ela jamais preencherá todos os nossos vazios, passamos a aceitar a presença de seres humanos reais e não criaturas bizarramente idealizadas, príncipes e princesas encantadas que só existem em contos de fadas e jamais são perfeitas.
Três virtudes serão trabalhadas em sua vida afetiva neste momento e são elas: a paciência (para lidar com as diferenças), a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém), e a persistência (para compreender que, no que diz respeito ao amor, muitas vezes é preciso bater várias vezes numa mesma porta). Por um tempo, você se sentirá um tanto quanto só, ainda que esteja com várias pessoas ao lado. Trata-se de um momento de profunda reflexão que, se você souber aproveitar, lhe conduzirá à tão almejada maturidade que permite uma vida amorosa melhor.
me sinto só, me sinto tão seu...
quinta-feira, 25 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Prisão das Ruas
Ira!
Momentos silenciosos, foram aqueles
Em que eu e você, ficamos nos olhando, a sós
Momentos mágicos, onde eu esquecia
Da realidade da minha vida, do meu dia-a-dia
A paz do meu espírito, em doses homeopáticas
Podia ser mais, mas eu sei que é só isso
Eu insisto
Eu confesso...eu não presto, mas existo
Momentos silenciosos, foram aqueles
Em que eu e você, ficamos nos amando, a sós
Seu rosto, seu sorriso
Sua pele, sua musicalidade me acalmavam (doce ópio)
Na fila dos bancos
No trânsito confuso
Ouvindo o rádio em qualquer estação
Preparado para a prisão, das ruas
Prisão das ruas
Em que eu e você, ficamos nos olhando, a sós
Momentos mágicos, onde eu esquecia
Da realidade da minha vida, do meu dia-a-dia
A paz do meu espírito, em doses homeopáticas
Podia ser mais, mas eu sei que é só isso
Eu insisto
Eu confesso...eu não presto, mas existo
Momentos silenciosos, foram aqueles
Em que eu e você, ficamos nos amando, a sós
Seu rosto, seu sorriso
Sua pele, sua musicalidade me acalmavam (doce ópio)
Na fila dos bancos
No trânsito confuso
Ouvindo o rádio em qualquer estação
Preparado para a prisão, das ruas
Prisão das ruas
(é isso aí)
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir
Clarice LispectorNão sei se passam os dias sem sentir ou sem sentido ou se um dia essa busca vai cessar.
Todos os dias tentando esquecer, mas "ela está lá" aquela dorzinha antiga que nos acompanha...aquela ferida que hora cicatriza, hora sangra...não tem como descrever.Ela se impõe, ela se alastra.
Mas o que será ela? Mistério da existência, contingência, condição, karma ou sei lá que nome ela tem, mas ela existe e fica e fica...aquela sombra, o abismo.
Tentando entender, talvez ela seja decifrada e pare de doer, de sangrar, de incomodar, de gritar sua presença, mesmo de forma absolutamente muda...
Passam anos, às vezes, ela até fica esquecida, mas "ela está lá" e ela volta, como um fantasma, nos assombra e retorna...e se fixa absoluta em um canto qualquer da existência...o certo é que ela não desaparece nunca, "sempre está lá", por vezes de forma tão intensa, em outras abafada, contida, envolta em véus, mas fica lá e sua permanência é silenciosa e sofrida.Angústia, falta de ar, estranhamento...
Melhor ignorar... ela vai continuar lá, mas talvez não se manifeste, em alguns dias, a leveza se espalha no cotidiano e parece até que ela foi embora! Doce ilusão, ela permanece lá só esperando passar a falsa euforia para se mostrar de novo, às vezes, mais cruel e de forma mais permanente. Inútil, lutar contra ela, por toda a vida, ela continuará lá. Sem chance de expulsá-la, ela é moradora perene desta existência, será que ela já nasceu conosco??? Já pensamos que ela iria embora para sempre, mas agora a certeza de sua permanência nos assombra e nos desbota a esperança. Ela é intensa.
Conviver com ela. Tentar mantê-la sob controle. Fazer dela a companhia, mesmo indesejada, uma possível, companhia para a solidão existencial. Talvez ela seja a confirmação de que a alma existe. E não cabe neste plano.
Sem mais perguntas, resta a inquietação.
Não sei se quero descansar,por estar realmente cansada ou se quero descansar para desistir
Clarice Lispectorsegunda-feira, 4 de março de 2013
O essencial é saber ver
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender...
Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu...
(Fernando Pessoa, Obra Poética, pp.217-226 in Variações sobre o Prazer. Rubem Alves)
Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender...
Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu...
(Fernando Pessoa, Obra Poética, pp.217-226 in Variações sobre o Prazer. Rubem Alves)
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Amor demais pra dois
Música: Amor demais pra dois
CD: Cantigas de Andar Só
Autor: Pedro Munhoz
Olha a chuva
Vem molhando a noite
Na insônia o teu nome
Me faz dormir depois
Meu caminho
Vai seguindo o imaginário
Um violeiro solitário
Co'este amor demais pra dois
É todo dia
Toda noite, é madrugada
É conversar na calçada
Vem, me conta como foi
É faceirice
Quando os olhos te perseguem
Só a gente é quem percebe
Este amor demais pra dois
Para vós escrevi, ó doce amada
Minha lira poemada
Versejei, enfim, quem sois
Foram tantas as cantigas dedicadas
Mas a rima naufragava
Neste amor demais pra dois
E, nesta espera,
Entre as moças da taberna,
Vi teu rosto em todas elas
Te buscando, ora pois
E percebi que toda a busca foi em vão
Pra dividir meu coração
Só este amor demais pra dois...
música linda linda...a d o r o
Assinar:
Comentários (Atom)















