sexta-feira, 23 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
" Hasteio a bandeira e me prontifico a representar o desapego.
Não esse desapego que é disposto pelos jovens vorazes, que por tanta intensidade tudo se torna pesado e, por falta de espaço, leveza não há.
Desapegar é subir na mais alta montanha, encontrar lá a mais bonita flor e, simplesmente, não contar para ninguém. É apropriar somente pelo olhar.
Desapego não é o descartar, desapegar é carregar no sorriso aquilo que a gente se esforça para carregar no peito. Desapego é aliviar-se.
Desapego é postura, posto que o apego é sentimento sobreposto, amontoado, tumultuado, em demasia desgastado e por pressão encurralado.
Desapego mesmo é o bastar-se."
(Extraído do Blog do Nino - (Nino em Gelo e mais dois ou três dedos de poesia - 20 horas atrás)
sábado, 3 de novembro de 2012
PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA
Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída.
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída.
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Quanto querer cabe em meu coração...
" Chega uma hora na vida em que, de tanto querer, a gente não quer
mais.
Não quer mais a vida feito vulcão em ebulição, não quer mais viver em
busca; quer a paz do caminho sem tantos abismos, quer menos curvas e mais
atalhos.
Não quer mais o que faz perder o sono, o que desconforta o pensamento.
Não quer mais aventura nem risco, só a emoção do que não parte às pressas, nem
deixa marcas profundas e sangrentas.
Chega uma hora na vida em que ou fazemos a
opção por nós mesmos ou morremos extenuados sempre à procura do que nunca mais
encontraremos."
(Aila Sampaio)
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